sábado, 19 de novembro de 2016

O Alcorão - aula 2


Texto de Khadija Kafir

Na lição passada você viu como é o Alcorão e quantos capítulos ele tem. Nesta segunda parte você vai aprender dados importantes sobre a interpretação do Alcorão e a relação que isso tem com o terrorismo. 

ATENÇÃO: se você não quiser ler o Alcorão - seja por falta de tempo, ou porque não tem interesse - não se preocupe. O que você tem que fazer é acompanhar o blog e divulgar junto a seus amigos e amigas.

Chamar o livro de Corão ou de Alcorão não faz a menor diferença. Esse "al" é simplesmente o artigo definido, que na forma aportuguesada foi incorporado à palavra "Corão" (Qur'an). A palavra "Alcorão" significa "a recitação". 

Essas recitações foram reveladas a Maomé em um país que hoje é a Arábia Saudita, e em duas cidades: Meca, onde ele nasceu e cresceu; e Medina, onde ele desenvolveu o sistema político do Islã. É lógico que eu não acredito que foi Deus quem revelou o Corão a Maomé. Ele simplesmente inventava esses versos conforme a necessidade que sentia de que Deus protegesse os seus interesses. Maomé era analfabeto, e simplesmente pedia a escribas que escrevessem o Alcorão para ele.

Quando Maomé morava em Meca, ele era fraco politicamente e não podia ameaçar seus inimigos com violência real. O que ele podia fazer era ameaçar muitos com o inferno. Os versos do Alcorão que foram revelados nesse período são mais pacíficos e mais tolerantes. 

Quando a primeira mulher de Maomé morreu, bem como seu tio Abu Talib, Maomé emigrou para uma cidade chamada Yatreb, que mudaria de nome para Medina. Nesta cidade, Maomé ficou muito poderoso politicamente e escreveu os versos mais violentos do Alcorão, comportando-se ele mesmo de forma muito violenta. Veja um mapa da Arábia Saudita e a localização das duas cidades. Meca é a de baixo.

Quando uma pessoa - geralmente um crítico - fala em "Alcorão de Meca" e "Alcorão de Medina" - essa pessoa não está falando de dois livros diferentes, mas está apenas se referindo aos capítulos que foram escritos em cada cidade. 

Os muçulmanos perceberam que Maomé mudava de ideia quando queria satisfazer seus interesses.  Maomé também sabia que - mais cedo ou mais tarde - ele entraria em contradição consigo mesmo. Então ele desenvolveu um sistema para melhor interpretar as contradições do Alcorão. Esse sistema é chamado de lei da Ab-rogação. Significa que os versos que foram revelados depois podem substituir os versos que foram revelados antes. Vamos ler o que o próprio Alcorão diz? 

Alcorão 2:106 Os versículos que ab-rogamos ou desprezamos neste livro, Nós os substituímos por outros, iguais ou melhores. Não sabeis que Deus tem poder sobre tudo?
 Alcorão 13: 39 Deus ab-roga o que quiser e confirma o que quiser. Porque o Livro original está com ele. 
Alcorão 16: 101 Quando substituímos um versículo por outro - e Deus sabe o que nos envia - dizem: "não passas de um blasfemador." A maioria deles são ignorantes. 

Como os versos mais violentos do Alcorão foram escritos depois, tais versos valem mais que os versos pacíficos. Quando uma pessoa defende o Islã dizendo que o terrorismo nada tem a ver com a religião e que o Alcorão tem versos "de paz", essa pessoa está sem saber que essa lei existe, ou está tentando enganar você.

Se as pessoas ficarem dizendo "o Islã é uma religião de paz", os terroristas podem aprontar a vontade, pois sempre vai haver um tolo para defender a religião.
Acompanhe o blog para as próximas lições!


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